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Se me perdi nos teus olhos, relembro a cada instante nos dias sufocados que ainda tenho que viver…
Mãos gélidas de um coração palpitante, sorriso molhado de nem sei o quê… Vitória de nada perdido, vitória de sentimento ainda não vencido… Contudo não percebo o porque de viver, sem alegria reservada, não entendo nem nunca entenderei o porque de ilusão já esgotada…
A caminho de casa vi a lua que nasceu para mim, estava linda e radiante como em todos os dias que a contemplo… Pareceu-me normal, mas diria que ser normal é ser triste, ser normal é não ter objectivos, e não oferecer um sorriso ao amanhecer por nada… então percebi que ela não estava contente, mas também não estava triste, mas como definir algo normal? Não tem que haver algo que nos difere do outro? E não falo só do nome, falo de tudo… As características: o cheiro do cabelo, essência perfeita para quem nos ama… O avelã dos olhos, cor perfeita para quem nos admira, sorriso doce, para quem passa e fica no pensamento… Mãos delicadas, para que em quem tocamos conseguir tocar… verdadeiramente, num coração, numa alma… perdida algures, agora encontrada... no meio do nada, no meio de tudo… somente infeliz, somente triste, somente desanimada…
Mas quando penso em perder-me encontro-me, como me encontro hoje e agora, e trago-me de volta, ao mundo que vale a pena, ao mundo dos sonhos… dos meus sonhos, que por vezes são os teus…ao mundo em que tu estás... ao mundo em que te quero ver feliz, a ti, … no meio da multidão.
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